
Um homem - assim ele se considerava - e uma menina - assim ele a considerava -. Ela era novinha, uma criancinha ainda, havia vivido pouco, havia tido pouquíssimas experiências com amor, até os dias de hoje. Já ele, havia namorado algumas meninas, achava-se adulto demais diante de outras pessoas. Ela o amava demais, daria até sua vida por ele, se preciso. Ela desejava ficar com ele até o último dia de sua vida, e juntos construírem sonhos, alcançar objetivos. Já ele não desejava nada disso com ela. Para ela, ele era o amor de sua vida. Para ele, ela era só mais uma amizade. Mais um amor não correspondido. Mais um amor platônico. Mais uma história de sofrimento, digamos. Ela chorava, chateava-se com qualquer atitude brusca dele. Já ele, ria e nem se importava com essas coisas. A menina talvez tenha confundido grande amizade com amor. Ele jamais havia feito isso; sabia, talvez, separar muito bem os sentimentos. A menina sabia e entendia o real sentimento que ele tinha por ela, o da amizade, só não fazia aceitar, conformar-se. [...]
Nenhum comentário:
Postar um comentário