
Forfun é: Nícolas, Danilo, Rodrigo e Vitor. ♥

E aquele moleque que ela conhecera há tão pouquinho tempo, já lhe causava um grande efeito. Deixava-lhe sem dormir direito. Encontravam-se diariamente nos sonhos. Ou melhor, ela o encontrava. E sem dificuldade alguma, ele permanecia presente em seu pensamento. A garota andava confusa desde o aparecimento dele, não sabia, não conseguia entender o que sentia por ele e muito menos explicar, só sabia sentir. Confuso. O garoto com sua doce, adorável e seduzente voz conquistava-a todas as noites, dias, a qualquer momento, lhe trazia sorrisos no rosto, mãos e corpo trêmulos, a fazia gaguejar. O garoto cada vez mais se tornava mais fundamental no dia-a-dia dela, cada vez mais importante. E o garoto, mal sabia dessas coisas. [...]
Os corruptos cassados?
Nunca serão!
Cidadãos bem informados?
Nunca serão!
Hospitais bem equipados?
Nunca serão! Nunca serão! Nunca serão!
Os impostos bem usados?
Nunca serão!
Os menores educados?
Nunca serão!
Todos alfabetizados?
Nunca serão! Nunca serão! Nunca serão!
Gabriel O Pensador. (É o que há!)
"Dizem que tô louco, por te querer assim, por pedir tão pouco... E me dar por feliz. [...] Dizem que tô louco, que você manda em mim, mas não me convencem não, que seja tão ruim. Que prazer mais egoísta o de cuidar de um outro ser, mesmo se dando mais do que se tem pra receber. [...] Dizem que tô louco e falam pro meu bem. Os meus amigos todos, será que eles não entendem? Que quem ama nesta vida, as vezes ama sem querer e que a dor no fundo esconde uma pontinha de prazer. [...]
CAZUZA
Amanheceu e eu continuava lá, parada na mesma posição, poderiam achar que eu estava louca, mas não era nada disso, eu estava anestesiada. Após aquela noite onde, num ato de loucura da sua parte o vi deitado no chão de seu quarto, coberto de sangue, onde eu poderia ficar lá, chorando até minha última lagrima cair, mas eu preferi ir para casa, saí correndo pelas ruas, desesperada, entrei correndo em casa e fui direto para o meu quarto, já era tarde, meus pais já dormiam, não pensava em outra coisa a não ser nele, e naquela cena. Sentei-me na minha cama, encolhi os joelhos e abaixei minha cabeça sobre eles, permaneci nessa posição por alguns minutos, até olhar para a janela e admirar a noite. Chorava desesperada sem saber o que fazer. Na minha mente, como numa retrospectiva, todos os momentos ao lado dele passavam, rondavam. Naquele momento me achava a pessoa mais covarde do mundo. A pessoa que mais me amava havia morrido, e eu, que havia prometido estar em todos os momentos ao lado dela, bons ou ruins, não estava. Ele havia partido para sempre, sem volta. Prometi, olhando para a estrela que mais brilhava naquela noite, que nós ainda iríamos nos encontrar. Eu iria atrás dele onde ele estivesse, pois nossa história não poderia acabar daquela forma. Quando me dei conta já era dia, os raios de sol penetravam em meu rosto, rosto pálido, rosto triste, rosto envergonhado. Permaneci lá, um pouco desnorteada, sem saber o que fazer. [...]

