Amanheceu e eu continuava lá, parada na mesma posição, poderiam achar que eu estava louca, mas não era nada disso, eu estava anestesiada. Após aquela noite onde, num ato de loucura da sua parte o vi deitado no chão de seu quarto, coberto de sangue, onde eu poderia ficar lá, chorando até minha última lagrima cair, mas eu preferi ir para casa, saí correndo pelas ruas, desesperada, entrei correndo em casa e fui direto para o meu quarto, já era tarde, meus pais já dormiam, não pensava em outra coisa a não ser nele, e naquela cena. Sentei-me na minha cama, encolhi os joelhos e abaixei minha cabeça sobre eles, permaneci nessa posição por alguns minutos, até olhar para a janela e admirar a noite. Chorava desesperada sem saber o que fazer. Na minha mente, como numa retrospectiva, todos os momentos ao lado dele passavam, rondavam. Naquele momento me achava a pessoa mais covarde do mundo. A pessoa que mais me amava havia morrido, e eu, que havia prometido estar em todos os momentos ao lado dela, bons ou ruins, não estava. Ele havia partido para sempre, sem volta. Prometi, olhando para a estrela que mais brilhava naquela noite, que nós ainda iríamos nos encontrar. Eu iria atrás dele onde ele estivesse, pois nossa história não poderia acabar daquela forma. Quando me dei conta já era dia, os raios de sol penetravam em meu rosto, rosto pálido, rosto triste, rosto envergonhado. Permaneci lá, um pouco desnorteada, sem saber o que fazer. [...]
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Tale - Part One.
Amanheceu e eu continuava lá, parada na mesma posição, poderiam achar que eu estava louca, mas não era nada disso, eu estava anestesiada. Após aquela noite onde, num ato de loucura da sua parte o vi deitado no chão de seu quarto, coberto de sangue, onde eu poderia ficar lá, chorando até minha última lagrima cair, mas eu preferi ir para casa, saí correndo pelas ruas, desesperada, entrei correndo em casa e fui direto para o meu quarto, já era tarde, meus pais já dormiam, não pensava em outra coisa a não ser nele, e naquela cena. Sentei-me na minha cama, encolhi os joelhos e abaixei minha cabeça sobre eles, permaneci nessa posição por alguns minutos, até olhar para a janela e admirar a noite. Chorava desesperada sem saber o que fazer. Na minha mente, como numa retrospectiva, todos os momentos ao lado dele passavam, rondavam. Naquele momento me achava a pessoa mais covarde do mundo. A pessoa que mais me amava havia morrido, e eu, que havia prometido estar em todos os momentos ao lado dela, bons ou ruins, não estava. Ele havia partido para sempre, sem volta. Prometi, olhando para a estrela que mais brilhava naquela noite, que nós ainda iríamos nos encontrar. Eu iria atrás dele onde ele estivesse, pois nossa história não poderia acabar daquela forma. Quando me dei conta já era dia, os raios de sol penetravam em meu rosto, rosto pálido, rosto triste, rosto envergonhado. Permaneci lá, um pouco desnorteada, sem saber o que fazer. [...]
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