terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fifteenth day of october two thousand and ten.

Um encontro meio maluco da parte dela, só dela, que o reconheceu com uma facilidade imensa. Tocou nele estranhamente durante o show de uma banda que gostavam, olhava para ele incansavelmente por várias vezes para ver o que ele fazia, e não só por ele estar ali perto dela, não saia de seus pensamentos. A garota havia ficado envergonhada por algum motivo que só ela era ciente, só ela sabia. E ele nem imaginava. A garota admirava-o disfarçadamente, sem que ninguém, nem mesmo ele notasse. Os dois não tiveram, ainda, a oportunidade de estarem frente-a-frente, nem de se tocarem. A garota se arrependeu por não ter falado com ele. Se pudesse mudaria todo o sentido daquela noite. Que talvez, por algum motivo, tenha valido a pena não terem se falado. Hoje, a garota possivelmente estava apaixonada pelo garoto. Apostava todo o seu atual sentimento nele. Hoje, a garota queria apenas tê-lo por algum momentinho sequer do seu lado. A garota sem sentimento, sem coração, a garota chata, como costumavam falar possuía um coração reservado, e agora, como ela menos esperava, ele estava apaixonado. A garota possui um coração, e queria entregá-lo para um garoto. Um garoto que para ela é de extrema importância agora. Um garoto que faz ela sentir borboletas no estômago. Que coisa mais clichê, não? O garoto tinha nome, sobrenome e inúmeros apelidos carinhosos e não-carinhosos que ela insistia em colocar. A garota silenciosamente dedicava inúmeras músicas à ele. A garota estava mesmo era apaixonada. Estava mesmo era amando calada!

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